sexta-feira, abril 08, 2005

Hoje perdi a cabeça... ou melhor, perdi os óculos!

Bem, não é uma história especial. É que não é mesmo! Hoje "perdi a cabeça" e apateceu-me gastar dinheiro. A época não era de todo a melhor para o fazer, mas precisava passar uma manhã a "cuidar" de mim, mimar-me... Ando sempre tão atarefada que já nem sabia o que era passar uma manhã a procurar coisas para mim. Assim foi... Fui às compras, andei de loja em loja e acabei por comprar duas t-shirts (uma verde alface!!! Não! A Susana de verde alface... nem dá para imaginar! Devia estar doente...), um pijama (que grande "pancada" que eu tenho por pijamas... Este é do snoopy), uma lingerie e uma mala (com ursinhos pendurados... eheheheh... é para a desgraça, é para a desgraça!!!).
Mas o mais estranho foi o que me aconteceu a seguir. Quando já estava dentro do carro, pronta a ir embora, notei que tinha perdido os meus óculos de sol. Aparentemente não seria nada demais... perder uns óculos de sol, mas no meu caso é. Por 3 motivos (importantíssimos!):
Os óculos foram-me dados pela minha mãe e foi a primeira coisa de extremo bom gosto que ela me deu (ou seja, nada fluorescente, espanpanante, roxo, às bolinhas, com plumas ou algo que dê muito nas vistas. É que eu considero que a "simplicidade é a minha maior extravagância" e a maior extravagância da minha mãe é que ela é EXTRAVAGANTE"!);
O segundo motivo é que eu tenho hipersensibilidade à luz e conduzir, com sol, sem os óculos me dá uma dor de cabeça tremenda;
E por último (nem por isso menos importante), os óculos eram da Yves Saint Laurent!
Pois bem.. mal me apercebi que não os tinha, voltei a entrar na loja onde eu tinha a certeza que os tinha deixado e dirigi-me a uma das funcionárias a perguntar se não os tinham encontrado. Depois de ela entrar em contacto com o segurança e depois de muito tempo à espera, lá me aparece ela com as mãos atrás das costas, aparentemente a esconder os meus óculos. Repito "os MEUS óculos. Pergunta-me então com um sorrisinho nos lábios "Como são os seus óculos? Descreva-me lá se faz favor."
Lá começo eu a descrever que são uns óculos de sol da Yves Saint Laurent, pretos, sem graduação, com umas pequenas letras douradas (YSL) de lado, mais ou menos ovais mas mais alongados, etc... já nem sei tudo o que lhe disse. Foi então que a tão "inteligente"senhora (menina, miuda ou o que lhe quiserem chamar) me pergunta: "E são feitos de que material? É que há muita gente que nos vem pedir uns óculos de sol e não são deles. Tenho que ter a certeza que são seus."
SÃO FEITOS DE QUÊ?? QUE MATERIAL?? Eu sei lá de que material são feitos os óculos, da mesma maneira que duvido que ela saiba!!! E da mesma forma duvido que lhe apareça lá muita gente a perguntar por uns óculos de sol pretos da YSL não graduados com umas letras douradas de lado!!!!
Escusado será dizer que simplesmente lhe respondi que não fazia ideia de que material eram feitos os ditos óculos e que lhe disse ainda onde estava um risco numa das astes e qual das 3 letras tinha uma falha na tinta dourada... A senhora ficou a olhar para mim (ainda desconfiada) mas lá acabou por me dar os MEUS óculos.
Aconselho-vos a todos a terem cuidado onde deixam as coisas porque da maneira que toda a gente desconfia de toda a gente hoje em dia, só andando com um saco às costas cheio de facturas e comprovativos de compra é que nos devolvem uma coisa que é nossa!!!!

terça-feira, abril 05, 2005


Estou com gripe... atchins, dores de estômago por causa dos medicamentos, dores de "tola", nariz a pingar, coff coff... ai que isto está mau! Não mando beijinhos pra ninguém para não vos passar a minha gripe. :P

sábado, março 19, 2005

Às vezes dá uma saudade tão grande de coisas que já passaram...

sexta-feira, março 18, 2005

Em vez de ir para a cama e sonhar, ando a sonhar acordada... os pensamentos surgem a uma velocidade inacreditável, a vontade de sentir o toque dos meus lábios nos teus, a sensação do calor dos nossos corpos juntos, a tua pele e a minha a tocarem-se como se fizessemos parte de um só ser... deixo de pensar e entrego-me aos sentimentos de proximidade que cada vez mais se seguem uns aos outros na minha mente... percorro lugares que não conheço e sinto coisas que nunca senti, vejo cores que me são estranhas e imagino sons que nem sabia existirem... sinto o teu cheiro mesmo quando não estás junto de mim e procuro-te em cada canto da minha doce ilusão. E de repente, abro os olhos e lá estás tu. Que bom que é ver o brilho do teu olhar e a expressão bonita do teu sorriso. Fazes-me então recomeçar a sonhar e a imaginação recomeça a pregar-me partidas... Lembro-me de palavras que já te disse e fico simultaneamente envergonhada e marota... Sinto novamente que a loucura toma conta de mim e transforma o momento em algo diferente, mágico... Trim Trim Trim... toca o telefone e acordo. Onde estou?

Dedico este pequeno texto a alguém que já me fez imaginar muito e a quem já disse as tais palavras que me fizeram corar. Será que ele se lembra?

quarta-feira, março 16, 2005

Gritos, gritos, gritos! Sempre estes gritos silenciosos dentro da minha cabeça, esta inquietude, esta ansiedade causada não sei porquê... Tenho tantas saudades de dormir bem, descansada... O cansaço acumula-se e torna-se já em algo mais psicológico do que físico... algo que me vence... Sinto-me dentro de um túnel sem fim.

terça-feira, março 08, 2005

Leva-me ao fundo do mar,
ao topo, junto das estrelas

Conta-me dos sonhos,
das esperanças, das loucuras,
das idas e vindas de algo que não sei o que é.

Leva-me a passear pelo universo,
ajuda-me a fotografar o silêncio,
a correr sem sair do lugar,
a viajar pelo mundo inteiro de olhos fechados,
a sentir o teu sorriso só pelo toque da tua mão na minha.

Abraça-me,
e num abraço faz-me sentir
que nada no mundo me pode fazer mal.

Sinto-me a quebrar como um qualquer copo que caído no chão se divide em pequenos pedacinhos que se espalham e ficam ali parados à espera que alguém lhes pegue, os junte, recolha os cacos de uma coisa que já não é, e lhes dê um novo destino. Constantemente as lágrimas correm para os meus olhos mas antes que escorreguem pelo meu rosto, ficam ali, suspensas num tempo que não existe. Talvez uma ou outra se tenha escapado, mas não porque a tristeza aumentou ou porque esse momento foi diferente dos outros, mas sim porque o cansaço fez com que ela escorregasse. Procuro incessantemente esse botãozinho que me permite desligar a mente por um minuto que seja... só para poder descansar... mas não o encontro. Precisava de um abraço forte...

segunda-feira, março 07, 2005

O dia de hoje, apesar de ventoso, apela aos nossos sentidos... os raios de sol entram pelas janelas da minha sala como se me convidassem a redescobrir o mundo lá fora.
Depois de uma noite mal dormida (lá continuo eu a padecer de insónias angustiantes que me obrigam a trabalhar no dia seguinte com dores de cabeça), nada melhor do que uma paisagem bonita logo pela manhã para animar.
Ao olhar a ondulação que o vento forma no Tejo, sinto uma vontade enorme de ir até à outra margem e procurar na sensação da areia quente debaixo dos pés e do barulho do mar a serenidade que ultimamente me tem faltado.
Segue-se um longo dia de trabalho (estou no momento de pausa!) e o mar fica apenas na minha imaginação, mas certamente o encontrarei nos momentos mágicos em que, fechando os olhos, me sinto noutra realidade na qual o meu campo de visão se estende pelo azul do mar e pela imensidão dos seus sons.
Um bom dia para todos.

terça-feira, março 01, 2005

Miau... ;)

sábado, fevereiro 05, 2005

Duas pessoas, dois pensamentos, duas maneiras diferentes de sentir. A luta constante, diária, incessante de não parar de sentir. Beijos que bailam no ar como arrepios que se sentem na nuca ou naquele cantinho da orelha que nos faz respirar ofegantes num mundo que se afasta da realidade e se perde no sonho e magia do bater mais rápido do coração. Palavras que ditas se fazem ouvir e ecoam sem fim no caminho mais longo que se pode percorrer até chegarem ao seu destino final que nada mais é que um coração perdido no meio de um corrupio de emoções. Duas pessoas, dois pensamentos, duas maneiras diferentes de sentir. Palavras rudes, olhares vazios, falta do brilho habitual do ser que habita dentro de nós quando estamos apaixonados. Incapacidade de mostrar quem somos, o que queremos, o que sentimos, o que tememos. Duas pessoas, dois pensamentos, duas maneiras diferentes de sentir. Gestos que queimam, toques que afagam, mãos que acariciam… Amor.

domingo, janeiro 30, 2005

Filmes...

Este fim-de-semana vi dois filmes: "Closer" e "Saw".
O primeiro - Closer - não me convenceu por aí além. Tem um quê de decadência, embora também mostre os antagonismos das emoções humanas. Não é, com certeza, um filme que perdure na memória, mas os seus sons serão sempre familiares (as vozes, o som de fundo, as alterações de respiração...).
O segundo - Saw - foi quanto a mim um dos melhores filmes de terror (sobretudo psicológico, mas não só) que vi nos últimos tempos. Faz-nos pensar realmente até que ponto somos capazes de nos transformar apenas para garantir a nossa sobrevivência... Até onde conseguimos ir? Que decisões somos capazes de tomar? Quanto sofrimento físico e psicológico aguentamos? E até que ponto alguém consegue manipular a nossa mente?...

segunda-feira, janeiro 24, 2005

Apelo de quem ainda quer acreditar...

Em relação às futuras eleições, tudo me parece velho, tudo me parece cada vez mais igual. Canso-me com os discursos vazios de significado e nas palavras que abundam sem que se façam críticas construtivas. Procuro nos sites dos respectivos partidos políticos na esperança de encontrar num qualquer programa eleitoral ou num qualquer manifesto as ideias daqueles que se afirmam cheios delas… Vazio é o que encontro na maior parte das vezes. Admiro aqueles que ainda conseguem enfrentar os media como se defendessem ideais e certezas de soluções para um país que cada vez mais se afunda na lama. Peço aos políticos portugueses… acreditem naquilo que fazem. Não critiquem destrutivamente. Mostrem quais as vossas ideias (se é que as têm), façam críticas construtivas, nas quais expliquem o que mudariam se estivessem no lugar daqueles que agora deitam abaixo. É este o apelo que faço. Convençam-me como simples portuguesa e eleitora que sou, que é importante votar. Sempre pensei isso, mas neste momento não sei se vale mesmo a pena.

quinta-feira, janeiro 20, 2005

Lindo! O teu bebézinho já dá pontapés na barriguinha! :D
Já sinto esse menino traquinas como se fosse meu sobrinho... quer dizer... para mim é! E vão ter que me aturar sempre lá em casa a brincar com ele. ;)
Beijinhos para os futuros papás... L & J.

segunda-feira, janeiro 10, 2005

Aniversário

Pois é, ontem fiz anos. 26 aninhos.
Quero agradecer a toda a gente que me deu os parabéns e que ajudaram a fazer, do meu, um dia mais especial. Obrigado Sílvia pelo postal e pela mensagem e tudo e tudo e tudo! ;)
Obrigado Nando pelo verdadeiro jardim em que transformaste o meu coração... adorei as flores! Adorei tudo!
Obrigado Patícia pela companhia e pela paciência. ;)
Obrigado aos amigos e à família e ao esforço que eu sei que muitos tiveram que fazer para que o dia me corresse bem.
Obrigado mãe pela confusão! Obrigado pelos balões e serpentinas e pelo resto das maluquices que te tornam única.
E pronto. Estou mais velhota, mas com força para que estes 26 me corram melhor que os 25.

domingo, janeiro 02, 2005

Memórias de ontem

No primeiro dia do ano nada mais mágico podia acontecer do que sentir o teu beijo profundo e silencioso que se segue ao mais meigo olhar que alguma vez me lançaste. Um beijo que se estende a todos os sentidos e que transforma um silêncio aparente num turbilhão de som e movimento, no qual me perco na tua respiração ofegante e no toque da tua pele na minha, dos teus lábios nos meus. São inesquecíveis estes momentos em que a vontade de fazer amor contigo se sente como se uma força mais forte que nós tomasse conta de tudo. Abraças-me, abraço-te… é tudo tão intenso. Não me lembro se te olho ou se os meus olhos fechados se deixam perder numa qualquer criação da minha imaginação. Sei apenas que te amo e, quando de repente, volto a abrir os olhos… vejo o teu sorriso. Juntos. Acho que é a palavra que melhor descreve o nosso momento “juntos”.

quarta-feira, dezembro 29, 2004

dança

s. f.,
movimentos rítmicos do corpo, passos ou saltos cadenciados, ao som compassado da música ou da voz;
baile;
música própria para dançar;


fig.,
lida;
labuta;
questões, negócio difícil.



contradança

s. f.,
dança de quatro ou mais pares que se defrontam uns com os outros;
música com que se acompanha essa dança;
alteração;
mudança frequente de lugar;
instabilidade.



Ando a ler "Danças & Contradanças" de Joanne Harris. Ainda só li dois pequenos contos deste livro e já me encontro envolvida pela escrita da autora. De vez em quando tenho fases em que não me apetece ler, mas a re-descoberta da leitura é sempre e, cada vez mais, uma sensação mágica. Espero vir brevemente a regressar também ao prazer da escrita. Vontade tenho... falta-me é tempo.

domingo, dezembro 26, 2004

Depois de uns dias cansativos, estávamos nós a dormir tão descansadinhos (eu não estava, porque resolveram ligar para minha casa às 4:30 da manhã a perguntar se era da rádio-táxis e queriam um táxi para Chelas!!!), e já o mundo entrava num reboliço tal que, a primeira notícia que ouvi depois do Natal foi "um terramoto/marmoto atinguiu 7 países asiáticos e causou milhares de mortos"... Fiquei tão triste. Nem sei explicar bem porquê, porque confesso que não sou mais que outra pessoa qualquer e estas notícias que vamos ouvindo sobre as desgraças que atingem outros povos acabam por já não nos afectar muito, dada a sua regularidade nos noticiários. Mas hoje foi diferente. Com uma dor de cabeça exageradamente marcada logo de manhã (pelas noites mal dormidas), apercebi-me de que a serenidade que rodeou o meu natal nada tem a ver com a realidade do mundo. Apercebi-me que às vezes as lágrimas que deixo cair por motivos afectivos se tornam pequeninas perante a morte de tantas pessoas. E fiquei triste. Foi isso. Não sei porque o partiho com vocês, mas a verdade é que tive esta necessidade.

sexta-feira, dezembro 10, 2004

Noites sem dormir...

Sinto-me mais cansada quando acordo do que quando me vou deitar. Passo as noites com sonos inconstantes, onde cada dez minutos que durmo correspondem a outros dez acordada. É um constante movimento na cama, sonhos maus que se seguem uns aos outros, pensamentos tristes que me ocorrem a cada revirar na cama.
O meu kiducho está doente. Ontem não o vi (e hoje também não o vou ver) porque ele de tarde começou a queixar-se de dores de garganta e a dizer que se sentia adoentado e eu disse-lhe que o melhor era ele ir directamente para casa a seguir ao trabalho, para o quentinho da casa, para o conforto da caminha. Ele concordou e assim aconteceu, mas a febre apareceu e foi subindo e hoje de manhã ele estava ainda pior que ontem. Lá começou o meu coraçãozinho a bater acelerado de preocupação com ele. Já de noite tinha acordado constantemente a pensar como ele estaria.
Por vezes tenho atitudes impulsivas (algumas vezes por pura teimosia, outras vezes por razões que existem mas não se vêem à primeira vista) e logo ele aparece com o seu ar um pouco pragmático, a dizer que não vale a pena eu me irritar. Lá aparece a celebre frase “está feito, está feito! Já não podes fazer nada”. Eu lá lhe digo que não sou assim, que se sinto as coisas tenho que as pôr cá para fora, etc etc etc. Mas a verdade é que, dentro de todas as nossas diferenças na maneira de ser (e acreditem que são muitas!), ele é o meu tesouro, o meu mundo e não concebo de modo algum viver sem o ter pertinho de mim.
Fico tão preocupada com ele, com as suas constantes constipações (ou gripes… eu sei lá), com a febre, o vomitar, as dores de garganta e de cabeça…). Não consigo ficar bem sabendo que não estás bem. As melhoras meu anjo.

segunda-feira, novembro 22, 2004

Pois é... sou viciada em jogos. Agora ando a jogar ao Warcraft 3: Reign of Chaos. Este meu portátil sofre tanto nas minhas mãos!!!

sexta-feira, novembro 19, 2004

Sinto-me como uma pequena gota perdida no meio do oceano num dia de tempestade... sinto-me perdida.

Estou cheia de frio. Ando cheia de frio e não consigo escrever nada porque o frio parece que vem de dentro de mim... Quando aquecer eu volto cá. Hoje ainda não estou cá. Vocês não me estão a ver!

segunda-feira, novembro 15, 2004

Hoje é um dia especial... mais um! É que agora ando a tentar transformar cada vez mais os meus dias em dias especiais. Hoje faz 3 anos e um mês que eu e o Fernando Luis (ou só Fernando ou só Luis ou apenas Nando... cá para mim é o "môr") começamos a namorar. :D

Os dedos gelados que me fazem falhar as teclas contrastam com as tuas palavras quentes que aconchegam o meu coração e me deixam um pouco embriagada num mundo de sonho. Fecho os olhos e procuro o conforto dos teus braços e, encostando suavemente o meu rosto ao teu peito, delicio-me com o cheiro de familiaridade e carinho que surge da tua pele como a essência de uma qualquer poção mágica de outrora... Gostava de poder deitar-me junto de ti e, no quentinho dos lençóis, perder-me num mundo em que tudo é simples e feliz e, de repente, abrir os olhos e, em completo silêncio, ver o teu rosto sereno de quem está adormecido e em paz. Olhar-te e ver o leve sorriso que esboças quando dormes descansadinho é como descobrir um tesouro do outro lado do arco-íris.

sexta-feira, novembro 12, 2004

Ansiedade

Não consigo controlar esta essência que percorre o meu corpo e por todo ele vai espalhando a ilusão de que ainda sou eu que controlo. Mas não sou. Na minha mente permanece cada gesto teu, a força das palavras que usas e logo a seguir, a calma, a meiguice com que dizes que me amas. Não controlo isto. A loucura do teu cheiro na minha almofada, na minha roupa, na minha cama, no meu corpo… Não controlo isto. Dou por mim de olhos fechados, durante o dia, na rua… o vento que me toca no rosto faz-me sentir a tua pele suave, o carinho do teu toque, a paixão do teu beijo. Não controlo isto. Abro os olhos e cá permaneces tu, a imagem do teu sorriso, a magia do teu olhar. Não controlo isto. Não controlo nada. Não controlo o que sinto. Não controlo os meus sonhos. E sonho contigo. E desejo-te. A cada dia… a cada momento… estás mais e mais presente e deixei de ser eu a controlar o que sinto, e deixaste de ser tu a controlares o que sentes. E de repente apareces e olho para ti e a vontade aumenta e a loucura aumenta e o meu sorriso aparece e num abraço teu deixo-me levar e esqueço-me de que a palavra controlo existe.

quinta-feira, novembro 11, 2004

Hoje vi o filme Van Helsing. Não gostei muito. Junta-se o Drácula, o Frankenstein, um Van Helsing, uma princesa, lobisomens, vampiros, etc... a uma imagem escura e azulada e, muitas vezes, enevoada e temos a mistura que constitui este filme. Dá para passar o tempo, mas não convence muito.
Eu que gosto tanto de ler, ando novamente numa fase de falta de paciência para ler. Se calhar não é bem falta de paciência... deve ser mais falta de tempo e de disponibilidade mental. Ando sempre a pensar nos problemas e nas coisas que tenho para fazer e resolver e depois parece que não me consigo concentrar na leitura. Já para não falar nas dores de cabeça que tenho tido e que também não ajudam muito...

Bom dia?

Hoje estou doentinha... Mais uma vez as dores de garganta apoderaram-se de mim... mas para "melhorar" a situação, as dores de cabeça resolveram vir-lhes fazer companhia!
Quando estou assim só me apetece ficar quietinha a ler ou a ouvir música. Foi então que me lembrei de reler um poema que gosto muito relacionado com a própria da gripe... Aqui fica para vocês lerem também:

"
Homens com gripe

Pachos na testa
terço na mão
uma botija
chá de limão
zaragatoas
vinho com mel
três aspirinas
creme na pele
grito de medo
chamo a mulher
-ai Lurdes Lurdes
que vou morrer
mede-me a febre
olha-me a goela
cala os miúdos
fecha a janela
não quero canja
nem a salada
-ai Lurdes Lurdes
não vales nada
se tu sonhasses
como me sinto
já vejo a morte
nunca te minto
já vejo o inferno
chamas diabos
anjos estranhos
cornos e rabos
vejo os demónios
nas suas danças
tigres sem listras
bodes de tranças
choros de coruja
risos de grilo
-ai Lurdes Lurdes
que foi aquilo
não é a chuva
no meu-postigo
-ai Lurdes Lurdes
fica comigo
não é o-vento
a cirandar
nem são as vozes
que vêm do mar
não é o pingo
de uma torneira
põe-me a santinha
à cabeceira
compõe-me a colcha
fala ao prior
pousa o Jesus
no cobertor
chama o doutor
passa a chamada
-ai Lurdes Lurdes
nem dás por nada
faz-me tisanas
e pão de ló
não te levantes
que fico só
aqui sozinho
a apodrecer
-ai Lurdes Lurdes
que vou morrer."

António Lobo Antunes

quarta-feira, novembro 10, 2004

Hoje estou :) , tal como o dia que amanheceu solarengo... Fugi da realidade, escondi-me dos problemas. Hoje só começo oficialmente a trabalhar às 14 horas. Tirei a manhã para mim. Na realidade, não a tirei a ninguém, não a roubei, apenas modifiquei o percurso que deveria ter seguido. De tarde lá sei que tenho que ir comprar uma coisas para a empresa, provavelmente tenho que ir encher os cofres do Estado ao pagar uns impostozinhos (que são sempre gigantescos!) às Finanças e quiçá terei que ir também à Conservatória do Registo Comercial... Como agora se costuma dizer... SECA!
De manhã aproveitei para ver o rio Tejo iluminado pelo sol, mascarado pela sombra de uma nuvem aqui ou ali... Fiz umas coisitas que havia para fazer aqui por casa e vim um bocadinho à net, o que continuo a fazer maravilhada pelo belo dia que está em Lisboa, uma vez que da minha casa vejo o rio Tejo praticamente desde uma ponte até à outra!
Não fosse o meu "môr" estar doentinho e o dia estaria perfeito.

A presença do sol também nos ajuda a ficar bem dispostos...

Mais uma...

Este barco está aqui parado há imenso tempo. Chama-se Caribe e ainda não me dei ao trabalho de perceber porque é que está na nossa cidade paradinho há tanto tempo...

As fotografias que aqui se seguem foram tiradas há uns minutos atrás com uma Olympus C-310 Zoom. Só vos queria mostrar um bocadinho do que vejo quando olho pela janela da minha sala (ou do meu quarto, ou da cozinha...)!!!

segunda-feira, novembro 08, 2004

Às vezes um abraço chega para nos fazer sentir que o mundo vale a pena e que tudo o que de mau nos acontece pode perder a importância num estalar de dedos. Agora sinto-me bem. :)

domingo, novembro 07, 2004

Não estou chateada com ninguém. Não vou explicar aqui nenhum facto, porque na verdade é só desilusão em relação ao rumo que a vida leva que me faz sentir assim... triste. É estranho como se pode estar tão feliz e de repente uma pessoa chega, diz-nos alguma coisa e o nosso mundo desaba. Estou triste.

Pois é, já não me sinto cinzenta. Apesar do dia estar a chegar ao fim e de amanhã começar uma nova semana cheiinha de problemas (e muitos!), sinto-me serena e, simplesmente, bem. Gostei especialmente da minha tarde, repleta de emoções fortes e de emoções inconstantes. Vi um filme - A Home at the End of the World - que não achei nada de especial, podendo até dizer que teve partes que me aborreceram (porque não gosto nada dos anos 70 nem das suas cores, sons e tal)... Mas também teve algumas partes que me vão ficar na memória, porque se referem a sentimentos.
Mas o melhor de tudo, foi mesmo estar bem acompanhada, num colo quentinho, a sentir o carinho que transmitiamos um ao outro. Depois do filme foi ainda melhor, ficámos simplesmente a namorar. Foi bom. Sinto-me a sorrir por dentro. É bom chegar assim ao fim do fim... -de-semana!

Passei grande parte da manhã a visitar alguns blogs de onde já sou cliente habitual e depois espreitei o site www.explodingdog.com. Não resisti a colocar uma das imagens de lá aqui no meu humilde blog. Poderia ter posto qualquer uma que se relacionasse com o meu estado de espírito ou com algum acontecimento pelo qual eu tivesse passado recentemente, mas não me apeteceu! Lembrei-me então da mensagem que tantas vezes aparece sobre o nosso computador estar a ser invadido por um vírus e achei que esta imagem se adequava... Até porque... não havia lá nenhuma imagem apenas cinzenta, que é como eu me sinto hoje.

WARNING: there is a trojan on your computer.

sábado, novembro 06, 2004

Penso em ti

Deito-me na cama e apareces de repente no quarto… tens o simpático hábito de me vires fazer cócegas até mesmo quando estamos a dar aqueles beijinhos inocentes que me deixam “lamechas”… Tento a todo o custo parar de rir mas é mais forte que eu e rendo-me às evidências… os teus dedos mágicos descobrem os meus pontos fracos e eu lá me perco no riso instintivo e incontido…


Deitas-te ao meu lado a descobrir os traços do meu rosto que te mostram que ainda me sinto nas nuvens, mas isso eu estou sempre desde que esteja do teu lado. Entre gestos de carinho e toques suaves no teu rosto ou na tua barriguinha, como festas perdidas que nem me apercebo inicialmente que te faço, vais-me contando como foi o teu dia no trabalho, como foi o almoço com os amigos… Deixo-me levar pelas tuas palavras e pelo brilho dos teus olhos quando falas empolgado sobre alguma coisa que te aconteceu… ainda vejo o teu olhar de menino que tanto me fascinou no primeiro dia em que te conheci envergonhado e a brincar sempre com qualquer coisa porque não sabias o que fazer com as mãos.


De repente faz-se silêncio entre nós. Ficamos a olhar um para o outro e acho que nesse momento nem sentimos a falta das palavras, da música ou dos ruídos de lá de fora…


Quase nunca te ouvi gritar. Quando discutimos, tento sempre explicar-te porque fico chateada, não quero mal-entendidos entre nós, nem hipocrisias de fazer de conta que está tudo bem e guardar rancores e mágoas dentro de nós, não quero minar a nossa relação, não quero discutir contigo, não quero deixar-te triste. Sei que às vezes acontece (inevitavelmente), mas também sei que prefiro levar tudo ao extremo de falarmos do que acontece sempre até conseguirmos sentir-nos prontos para o momento de fazermos as pazes. Tenho que te agradecer por todos os momentos em que olhas para mim e ouves com atenção e respeito tudo o que te digo. És a melhor parte de mim, porque fazes parte do meu coração e da minha vida e tens dentro de ti a meiguice daqueles que se deliciam com os pequenos nadas que a vida nos dá transformando-os em tudo. Obrigado por tudo o que vivemos juntos. Obrigado por me fazeres a cada dia encontrar a nossa definição de amor.


“És o meu tesouro.” Digo-te muitas vezes essa frase e não sei se te apercebes da importância dela. És mesmo o meu tesouro. És a minha felicidade. És o meu amor.

quinta-feira, novembro 04, 2004

"Existem dois objectivos na vida: o primeiro, o de obter o que desejamos; o segundo, o de desfrutá-lo. Apenas os homens mais sábios realizam o segundo."

Fonte: "Afterthoughts" Autor: L. Smith


Pensando um pouco nesta citação apercebo-me de que a felicidade só pode ser alcançável para aqueles que estão dispostos a perceber que aproveitar o que temos é, só por si, uma forma de felicidade, pois se esperarmos sempre atingir um ideal de felicidade, quando chegarmos lá pode ser que não o reconheçamos e nos perdamos novamente na incessante busca de uma nova felicidade, porque o ser humano não é facilmente contentável. Se mais pessoas seguissem a máxima Carpe Diem talvez o mundo fosse muito mais feliz.

quinta-feira, outubro 28, 2004

Pressão?

Ontem, Marcelo Rebelo de Sousa explicou perante a AACS – Alta Autoridade para a Comunicação Social, porque se retirara da TVI, o que foi registado pelos jornalistas (registado, apresentado e repetido exaustivamente).
O ex-comentador da TVI (já conhecido pelas notas que dava aos membros do governo anteriormente à sua passagem pela dita estação televisiva), afirmou ter sido convidade pelo presidente da TVI a repensar a orientação dos seus comentários na estação televisiva, tendo afirmado ainda que Miguel Paes do Amaral lhe tinha dito que não queria “comentários sistematicamente anti-governamentais”. Embora lhe tenha sido dada a hipótese de pensar sobre o assunto durante um tempo, Rebelo de Sousa decidiu-se no dia seguinte a abandonar a TVI.
É ainda de mencionar o facto de Paes do Amaral ter afirmado que as licenças de televisão são atribuídas pelo Estado. Não sei até que ponto nós, simples membros do “povo” podemos pensar que isto seja alguma forma de censura ou de corte à liberdade de expressão.
No entanto, Paes do Amaral desmentiu o esclarecimento de Marcelo Rebelo de Sousa, vindo a dizer que as coisas podem ter sido mal interpretadas pelo Prof. Marcelo, uma vez que para ele (Paes do Amaral) aquilo tinha sido uma conversa entre amigos, enquanto que para Marcelo parecia ter sido uma conversa entre o presidente e o comentador.
De qualquer forma, hoje (the next day), pode-se ler no Portugal Diário, o título “Caso Marcelo não vale um tostão”, artigo este onde se refere que o Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados diz que o professor é que se decidiu calar e que os media não estão atentos às verdadeiras limitações à liberdade de imprensa.
Um pouco mais tarde, chega a notícia de que os líderes dos grupos parlamentares se vão reunir extraordinariamente para falar do que já se trata como “o caso Marcelo”.
Eu pessoalmente não gosto da ideia de se mandar calar alguém, seja directa ou subtilmente. Com politiquices no meio, ainda pior…
Depois de analisarmos e pensarmos sobre estes acontecimentos podemos falar em pressão? Será que é um exagero falar de censura?

domingo, outubro 24, 2004

"Cócegas - s.f.pl. Sensação indefinível provocada por toques ou leve fricção da pele em certas partes do corpo e, acompanhada de riso convulsivo. / Fig. Tentação, vivo desejo; impaciência."

Que é feito do simples prazer de fazer cócegas? Que e feito do prazer de dar pequenas lambidelas na barriguinha do outro? Que é feito do prazer de, com suaves toques dos lábios, se provocar ligeiros arrepios ao outro? Que é feito do prazer de apanhar o outro distraído e lhe fazer cócegas? São pequenos prazeres que conseguem obter como resposta um sorriso... a sinceridade desse sorriso é pura magia.

sábado, outubro 23, 2004

Bolo de Chocolate

Em primeiro lugar e, para quem ainda não sabe, eu sou alérgica a chocolate. Mas como o fruto proíbido costuma ser sempre o mais apetecido... eu adoro chocolate! Pensei em pôr um post sobre alguma coisa que eu goste e foi aí que me lembrei... e aqui vai uma receita de bolo de chocolate:

Ingredientes:
200 gr. de chocolate em barra
400 gr. de açúcar
200 gr. de farinha
200 gr. de manteiga derretida
6 ovos
1 colher de chá de fermento em pó

Bate-se o açúcar com a manteiga derretida.
Derrete-se o chocolate (em banho-maria) com um pouco de manteiga. Junta-se o chocolate ao açúcar com a manteiga. A seguir, junta-se as gemas e bate-se tudo (mas o chocolate não pode estar muito quente para não “cozer” as gemas).
Depois junta-se as claras em castelo, intercalando-se com a farinha (onde se juntou o fermento previamente). Bate-se tudo bem, coloca-se na forma e vai ao forno.

Bom Proveito!